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sábado, 25 de setembro de 2010

ÓPIO

Vislumbre de sonhos que se perderam na história
Esperanças destruídas em um mundo sem glória
Rastros de sangue tingiram cada palmo desse chão
Tantas vezes após um sorriso... um golpe à traição
Infelizes  na verdade, refugiando-se na vil mentira
Gerações inteiras a prantear a inocência que partíra
Egrégoras do mal expandem um universo sombrio
Mesmo altas temperaturas já não abrandam o frio...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

CAOS

Mais uma noite na grande cidade
Exilados em um deserto super-lotado
Todos são suspeitos e ninguém é culpado
Ruídos ensurdecedores, gritos, sirenes, motores
Olhares atentos vigiam o movimento
Pulgas alimentando-se de um mundo cão
Outro cadáver recolhido, overdose em ação...
Luzes multi-cores aprisionam a alma dos passantes
Imagens ilusórias vendem um paraíso distânte
Sangue derramado, mais um bêbado ao volante...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

METRÓPOLIS

Sigo por onde me levam os passos
passo por entre zumbis entorpecidos
entorpecidos cercam o torpe e seu fracasso
fracasso em vãs tentativas de despertar adormecidos
adormecidos se apavoram e fogem feito baratas
baratas são as sinistras mercadorias deste profano mercado
mercado marcado pelo sangue que acompanha a sonata
sonata, cordas: ao pescoço, sopro: expiração
expirações abafadas pela mídia e suas ciladas
ciladas em cada esquina, ruas cheias de solidão
solidão que acompanha, toda sorte de lamento
lamento testemunhar tamanha contradição
contradição camuflada, pelo "escândalo"do momento
momento de reflexão, a moeda venceu a pena
pena que outrora venceu espada, declina de seu poder
poder corrompido vende mentiras a quem possa comprar a cena
acena com propaganda, o seu negócio é vender...