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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

UMBRAL

Multidão de estranhos nas encruzilhadas
almas brutalmente ceifadas,
chorando a perda de sua antiga morada
seu pranto não advém da própria morte,
e sim do que fizeram com sua sorte...
viveram no engano por opção
escolheram um mundo de ilusão,
hoje nas trevas e sem esperança
por inveja, tramam vingança...
pior, tantas vezes viram acontecer
mas como"não era com eles" prá que se envolver?
enquanto o mal atingia os outros, chamavam ,"fatalidade"
a hora que chega à sua morada, chamam "crueldade?"
mas como isso pode ser?
se o mesmo mal que levou o outro, agora pegou você.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

METRÓPOLIS

Sigo por onde me levam os passos
passo por entre zumbis entorpecidos
entorpecidos cercam o torpe e seu fracasso
fracasso em vãs tentativas de despertar adormecidos
adormecidos se apavoram e fogem feito baratas
baratas são as sinistras mercadorias deste profano mercado
mercado marcado pelo sangue que acompanha a sonata
sonata, cordas: ao pescoço, sopro: expiração
expirações abafadas pela mídia e suas ciladas
ciladas em cada esquina, ruas cheias de solidão
solidão que acompanha, toda sorte de lamento
lamento testemunhar tamanha contradição
contradição camuflada, pelo "escândalo"do momento
momento de reflexão, a moeda venceu a pena
pena que outrora venceu espada, declina de seu poder
poder corrompido vende mentiras a quem possa comprar a cena
acena com propaganda, o seu negócio é vender...